História do Baixo Elétrico

História do Baixo Elétrico

17 de agosto de 2019 0 Por Kleiser Oliveira

Até os anos 50, sempre que um baixista arrumava um trabalho, era sempre o mesmo drama para carregar o gigante de madeira desajeitado e pesado até o local do show. Se fosse outra cidade, os riscos eram enormes devido ao descaso dos funcionários com o transporte de bagagens em trens, ônibus, navio e aviões. Sobrevivendo a viagem, havia ainda o problema do volume um tanto discreto do instrumento não microfonado, bem como a execução e entonação do contrabaixo , com a longa escala sem trates e cordas bastante altas.

Clarence Leonidas Fender – Leo Fenfer

Foi então que um homem mudou para sempre o mundo da música dando ao contrabaixo um status até então desconhecido. Leo Fender, um técnico em eletrônica de 42 anos do Sul da Califórnia, lançou, no fim de 1951 o mais revolucionário instrumento musical do século XX. Inspirado na guitarra elétrica Telecaster, a primeira de corpo sólido com características contemporâneas que ele colocara no mercado apenas um ano antes, Fender criou a guitarra baixo elétrica, ou simplesmente baixo elétrico.

Batizado Precision (pelos trastes em sua escala de 34 polegadas que permitiam precisão nas notas), o instrumento rapidamente tornou-se conhecido entre os músicos, passando a ser chamado por eles de Fender Bass por algum tempo. O tamanho da escala, considerado ideal até hoje, foi escolhido após muitas pesquisas e teste de erro e acerto por Leo e seu companheiro, George Fullerton. As escalas de 30 polegadas não permitiam que a corda vibrasse o esperado para produzir um bom som e a de 36 polegadas dificultava o músico, pelo tamanho das casas.

Seu desenho era arrojado e totalmente diverso do contrabaixo tradicional, assim como das tentativas fracassadas feitas anteriormente por Ampeg, Gibsom, Audiovox,  e Regal. Seu corpo era feito dem ash, com dois recortes, para permitir o acesso às notas mais agudas. O braço, em maple, era fixado no corpo por quatro parafusos. As tarraxas Kluson se alinhavam em um só lado da mão e o som era transmitido a um captador em Alnico (liga de alumínio, níquel e cobalto), com controle de volume e tonalidade.

O Fender Bass era ligado a um amplificador desenhado especialmente por Leo Fender para reproduzir as frequências mais baixas dos instrumentos, o Bassman Amp, lançado na mesma época.

Fender Precision bass 51 Original

Ao contrário das constantes mudanças ocorridas com a guitarra, o órgão e até mesmo a bateria, o baixo elétrico nasceu pronto, sem que fosse necessária nenhuma evolução. Se você tiver curiosidade de comprar o Fender Precision 51 com um modelo atual, verá que as modificações feitas foram meramente cosméticas ou ocasionadas pelo natural desenvolvimento tecnológico, sem alterar a concepção inicial. Não houve, na verdade, um protótipo, mas um modelo perfeito e definitivo.

William Monk

Convidado por Leo Fender a visitar sua fábrica e experimentar o Precision Bass, o baixista William “Monk” Montgomery (irmão do guitarrista Virtuoso Wes Montgomery) foi um dos primeiros a divulgar o novo instrumento pelos EUA e Europa.

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